Diario

No caminho

Eu estive: Estudando e me preparando para colocar um grande sonho em prática. Tá, não é um graaande sonho, mas é um sonho, que tem sido engavetado e negligenciado por bastante tempo. O que torna a tarefa mais desafiadora do que o esperado.

Eu estou: Tentando ser mais gentil comigo, me dando o tempo necessário para me habituar à novos padrões, e procurando relembrar que tudo tem seu próprio tempo. Que o trabalho é de formiguinha, e que a fé e a entrega são importantes nesse processo.

Eu irei: Respirar mais fundo, acalmar a minha mente tagarela, organizar uma rotina que me dê mais suporte no dia a dia e começar um diário novo essa semana.

Estou lendo: A Grande Magia – Elizabeth Gilbert (Insights decolam como foguetes para todos os lados!)

A vida é: Amor! O grande desafio é relembrar que temos escolha, a cada segundo!

– E você? Como tem sido seu dias? 🙂

Livros

This I Know – Susannah Conway

Fecho o livro, encosto no peito, e tento colocar alguns pensamentos em ordem antes de admitir que acabou. Não acabou pra mim. Por que não comecei a ler antes? Por que esse livro ficou guardado há quase cinco anos? Ah, sim, eu não achei que conseguiria ler em inglês, e achei que seria trabalhoso demais ficar traduzindo tudo. Por isso, agradeço a lista que fiz no ano passado, ela foi o motivo de ter tirado a poeira da capa e me atirado em uma viagem transformadora. Sem volta. Sem fim. Na verdade, acho que esse é só o começo.

Susannah Conway é fotógrafa, escritora e criadora de vários cursos que envolvem arte e autoconhecimento. Conheci o trabalho dela enquanto buscava no Google um curso de fotografia introspectiva, algo que me fizesse parar, olhar e me conectar com a beleza das coisas. Não sei bem o que joguei na busca, mas o site dela foi o primeiro que apareceu. Bastou um clique para que eu perdesse horas ali, e percebesse que era exatamente o que eu precisava.

Quando o livro foi lançado, comprei no mesmo dia. Chegou rápido, e lembro de ter ficado encantada a cada página que passava. Não pelo texto (como disse, nem havia começado a ler), mas pelas fotos. This I Know é recheado com as lindas polaroids que ela foi tirando ao longo de seu processo de cura. Cura de um luto pela perda de um grande amor, e pelo retorno, o caminho de volta à si mesma. O livro é como uma viagem no tempo, um retorno a um momento difícil na vida de Susannah, onde ela compartilha toda sua trajetória, das cinzas ao renascimento através da arte.



Luto?

Sim, e parte em mim dizia que o livro não era pra mim, eu não tinha passado por aquilo da forma que ela narrava. Mas havia uma outra parte que dizia: “Espera! Pode ter um presente escondido aqui! Além do mais, você se comprometeu a ler um livro inteiro em inglês mesmo…”

Quando o primeiro capitulo chegou ao fim, virei a pagina, e lá havia uma proposta, uma sugestão. Todos os capitulos te levam a cavar mais fundo, a olhar para sua vida com mais amor.

Eu não sei se foi obra do destino, alinhamento do Universo, sincronicidade, mas era tudo que eu precisava. Não só ganhei mais confiança com o meu inglês, como ganhei mais clareza sobre aspectos importantes da minha vida. Sobre a importância da mulher que fica lá no espelho, esperando que eu olhe para ela toda vez em que a reconheço em reflexo qualquer. A mulher que quer ser vista, e que há anos espera pacientemente pela nossa reconciliação. Ela fez um longo caminho junto comigo, por toda a vida. Está mais do que na hora de dar voz à ela, de olhá-la no fundo dos olhos e honrar sua presença no mundo.

Susannah Conway sempre faz isso comigo. Com seu jeito doce e compassivo, me convida a ser mais presente na minha própria vida, me dá coragem de contar a minha historia, e de espalhar os meus presentes pelo mundo.

Recomendo muito este livro!
Se você permitir, talvez ela faça isso por você também. ♥

Diario

All good things are wild and free

É engraçado que quando ficamos doentes, tendemos a desacelerar nossas ações, e com isso, nossa cabeça. Eu não sei se foi uma merda ou uma benção, mas estou preferindo olhar pelo lado positivo da coisa. Estou me hidratando mais, comendo bem menos (perdi peso até!), e descansando. Estou há dois ou três dias sem tomar café, e dormindo bem por bastante tempo, fora as idas traumáticas ao banheiro, de resto tem dado tudo muito certo.

As coisas acontecem mesmo, faz parte da vida. Independente de estarmos sendo positivos ou não. Ninguém sabe como trabalha o inconsciente, e ele sempre tem algo a manifestar, algo a ser curado, algo a vir a tona. Isso é bom. De que outra forma poderíamos olhar para certos lugares se eles permanecessem escondidos?

Estive pensando sobre a minha vida, e na verdade que eu teimo em fingir que não enxergo, escancarada nos meus olhos. Preciso de coragem para abrir mão de um sonho que já atingiu seu ápice, deixa-lo cair, em pról de outros que se erguerão. Preciso pendurar a chuteira, soltar o bastão, ir atrás de outros sonhos. Não tá sendo fácil para mim. Não pelas ações, mas pela culpa que vem com essa decisão. A insegurança do novo começo, a insegurança de nem sequer ter um começo. Mas ao mesmo tempo nasce a vontade de, enfim, ser mais verdadeira comigo, honrar mais meus desejos. Não da mais para fingir que não estou vendo.

Você ja se sentiu assim? Sabendo o que não quer mais fazer mas sem idéia do que vai pôr no lugar? É o vazio, e o medo de continuar vazio que me assusta. Eu deveria estar fazendo alguma coisa? Ou não devo pensar nisso agora?

O fato é, o tempo passou, mas eu não quero mais olhar pra ele como algo perdido. É como se eu nao tivesse caminhando para lugar nenhum, quando eu estou. Só é preciso confiar mais no longo prazo. Lá na frente, tudo vai fazer sentido.

Esse ano vou procurar cuidar de tudo que já tenho, e fazer planos diferentes dos que eu fiz até então. Não dá certo focar num ponto abstrato do mapa, se não caminhei até lá, talvez não seja tão importante assim. Talvez nem seja o meu caminho.

Mas se eu mudar o destino, e mudar o caminho, quem sabe eu me encontre nesse novo lugar. Lugar que sinto que sempre pertenci, que esteve aqui do lado o tempo todo e eu não vi. Valorizar mais as coisas simples.

Viver de verdade nem sempre quer dizer conquistar o mundo lá fora, as vezes é preciso conquistar o de dentro primeiro.

Reflexões

Tudo é amor

Desde que decidi levar uma vida mais leve muitas coisas aconteceram. É realmente verdade essa historia de sincronicidade do Universo. Você põe o pé, e o chão forma-se em baixo, e quanto mais você confia, mais você caminha. Aí as coisas começam a fluir naturalmente. Aparecem pessoas, filmes, mensagens, livros e técnicas e, aos poucos, você vai se alimentando, praticando, testando, re-escolhendo. E quando você menos espera, já não está no mesmo lugar. E desse novo lugar, você enxerga o que não via la atrás.

Eu não sei exatamente o quê me trouxe a quê, mas acho que a vida te molda de tal forma que tudo começa a fazer sentido. E deve ser por isso que falam tanto para a gente não se prender naquele estado de culpa e cobrança do “deveria saber disso antes ou ter feito isso antes”, simplesmente não é assim que acontece. Tudo conspirou para te trazer aqui, exatamente agora! E é por isso que o teu agora é tão mais lindo que antes, por que AGORA é possível abençoar e agradecer cada passo.

Tenho feito escolhas mais saudáveis desde então, tenho feito escolhas mais conscientes. A cada dia mais, trazendo pra perto de mim as coisas que eu amo e que sinto que me fazem bem. Tenho me dado tempo, me abençoado mais, me percebido. Já não abro mais os olhos, hoje escolho acordar. Me dou tempo de preguiça na cama, tempo para me esticar, tempo de olhar no espelho e agradecer por mais um dia. Tempo de olhar o céu, fechar os olhos respirar o tempo. De dar um bom dia sincero a todos que convivem sob o mesmo teto que eu. Tempo de abençoar.

A vida é isso não é?
Viver. Uma coleção de escolhas, onde cada momento é uma chance de respirar bem fundo e sentir como é estar aqui por inteiro. De escolher o que é melhor para você. De agradecer.

Hoje ouvi uma palestra, e nela o orador dizia que, se o inferno é um lugar onde não há amor, o paraíso é um lugar onde tudo é amor. E tudo é amor! É amor se a gente quiser que seja!

Podemos amar o nosso dia, amar a nossa dor, amar os nossos amigos, amar até o nosso agressor, por que no fundo não existe nada disso. Somos muito breves aqui, e um dia iremos nos despedir desse mundo. Nos despedir das árvores, do cheiro da flor, do calor do sol, do vento… E o que fizemos enquanto estivemos aqui?

Vivemos. E só vamos valorizar a vida quando trouxermos nossos valores para ela, o que faz nosso coração bater, nossa alma cantar.

Podemos ter dias ruins sim, mas eles vão passar, assim como nós.
É tentar não se prender, se deixar ser livre e re-escolher.
A cada segundo. A cada momento.

Diario

Janeiro, 2017.











Em Janeiro:

– Tive crise de ansiedade no início do mês. Quis pegar todos os ítens do mundo e colocar no carrinho. Como diz o sábio Kico, “não deu!”. Mas foi incrível poder entender isso logo nos primeiros dias e focar o resto do mês em desapegar e desconstruir. Me sinto muito mais calma e mais focada agora.

– Consertamos a tela do Ipad e a lente da minha pentax. Inclusive voltei a fotografar com filme, mas deu ruim na hora de rebobinar o rolo e acabei perdendo tudo. 36 fotos desceram pelo troninho. #todoschora Mas pelo menos voltei a fotografar com filme, o que é um avanço!

– Passamos parte das férias em Ponta Negra. Sol, mar, água de côco, balanço da rede. Foi bom! Inclusive por que esse ano teve ar condicionado na hora de dormir, o que não tinhamos nos anos anteriores e foi perfeito! Devo acrescentar que quase voltamos antes do previsto por que no penúltimo dia, ao voltar da praia, percebemos que o carro estava com talco nas maçanetas das portas. Tentativa de furto. Pessoas mal intencionadas limpando impressões digitais. Pensamos tudo que podiamos e não chegamos a nenhuma conclusão. Até que vimos uma bebê do primeiro andar com talco na mão. Foi ela. Aquela carinha de anjo escondia uma alma sombria. Discípula de Annabelle. Ela não me engana! Enfim, ficamos mais tempo.

– Fomos ao Museu do Videogame e vimos vários videogames antigos. Coração bateu mais forte ao rever tão de perto um Atari 2600. <3

Finalmente conheci o Parque das Ruínas. Muito lindo, fiquei encantada! Fomos à uma feira de artesanato e culinária. Não foi num domingo, nem passei o dia todo lá, mas contou um check aqui ;). Intrigante foi ver a imensa fotografia que acredito ser de Laurinda Santos Lobo impressa na janela principal. Me lembrou Harry Potter. Olhei atentamente para ver se iria se mexer. Mas não, ufa!

– Saímos do Parque das Ruínas e dirigimos até o Largo do Machado. Em lá chegando, DO NADA, encontrei uma barraquinha vegana com um cara vendendo o melhor cookie de chocolate de todos os tempos! Aquele que venho procurando há mil anos! En-con-trei! Casei e tive filhos com ele. ♥ Mas filhos com glúten! Parece que agora existe uma versão idêntica, mas com farinha de arroz. 

– Conhecemos o novo Revolution Pub.

– Nic gravou um vídeo para um evento Vlogger no Rio Sul.

Fotografei alguns gatinhos para adoção em uma ONG de auxílio aos animais, o Projeto Lar Doce Lar. Mesma ONG que me deu meus filhinhos felinos.

Por fim…

Escrevi alguns decretos para 2017, algo que me ajude a relembrar o que é realmente importante para mim. Sair do automático um pouquinho. Voltar para o caminho consciente. Um dos decretos que fiz foi que, esse ano, farei o possível para ir a todos os aniversários dos meus familiares e amigos. E pude ver o resultado disso no dia 29, quando encontrei com a Tininha (minha amiga de infancia), e ela ficou toda emotiva por que eu apareci na comemoração dela. A gente não sabe, mas pequenos gestos como esse tocam as pessoas. E é por isso que estamos juntos nesse lindo planetinha, para espalhar amor. 🙂

O restante pode ser visto no vídeo abaixo. Eu queria colocar uma música de fundo mas não consegui, e fiquei sem saco de mexer no movie maker (depois vejo isso!). Mas foi bom ter baixado esse aplicativo. Eu sempre fui aquela que que larga projetos pela metade mas dessa vez consegui cumprir o mês todo, com pelo menos um vídeo por dia, o que é uma conquista! 🙂

Sabe o que percebi com o 1 Second Everyday?

Que meu Janeiro foi incrível, cheio de memórias lindas. Que a sensação de que “não fiz nada interessante” ou “nada aconteceu” só existe na minha cabeça. Percebi que, com olhar atento, você pode encontrar presentes escondidos ao longo do dia, quase como encontrar o Geninho nos desenhos da She-Ra. E o mais legal é saber que, quando você registra, esses momentos podem ficar guardados para sempre.

O tempo passa mas as lembranças ficam. ♥

Obrigada Janeiro!
Foi um excelente início de ano!
Anos ímpares são sempre os melhores! ♥ 🙂